30.4.10

Imaginário

Apropriei-me dos sonhos alheios, pois cabiam dentro de mim,
e no molde do meu imaginário
fluíam como aura de luz nas andanças solitárias.

Porém na encruzilhada, quando a ferida sangrou, me dei conta
que já não sabia quem sonhava
se era eu ou o alheio - antes dono do sonho roubado -

Desfiz os planos, embalei encantos, dimensionei fazeres
e segui em busca de outro sonho
que não rasgasse minha cicatriz, que não fosse por um triz.

Márcia Kastrup Rehen

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4 comentários:

  1. triste tema, pero con un augurio esperanzador.
    besos

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  2. So many times
    I read
    I thought
    and were lost in the beauties

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  3. Helena,
    Lindo poema...
    Às vezes temos essa capacidade um tanto estúpida...e sonharmos o sonho alheio..
    Beijo e bom final de semana!

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