24.3.10

Vaso de barro

Não estou pronta
Sou um ser inacabado
Vaso de barro
Peça de escultura em reparo
Nas mãos do oleiro, moldado

O que sei de mim
é o que recolho
das lamas do meu manguezal
O que desconheço
está imerso nas areias amarronzadas
do meu íntimo abissal

A imagem no espelho
fita-me atônita
clama por uma resposta
uma palavra tônica
um gesto, um simples rito
Nada acontece
Apenas o cavernoso silencio permanece

Úrsula Avner

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

3 comentários:

  1. excelente los paralelos los que me transmiten este bello tema.
    besos

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  2. Olá amiga Helena!
    Parabéns pela postagem!
    (...)
    O que sei de mim
    é o que recolho
    das lamas do meu manguezal
    O que desconheço
    está imerso nas areias amarronzadas
    do meu íntimo abissal
    (...)
    Lindo!
    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Querida Helena,

    O poema da Ursula é uma beleza... E a escolha da imagem, como sempre, é perfeita!

    Bjs.

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