27.3.10

Epitáfio

O aroma de rosas velhas e tabaco
Faz-me regressar.
Há quase vinte anos
Que não nos vemos
E a nossa desapegada paixão continua.

Foi isto que me deixaste:
A mão, entreaberta, imóvel
Sobre uma colcha verde.
O bastante para erguer
Alguns poemas melancólicos.

Se então eu te houvesse tocado
Um de nós podia ter sobrevivido.

Ian Hamilton
(trad. Nuno Vidal)

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2 comentários:

  1. interesantisimo escrito. muy disiente.
    besos

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  2. Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos. 
    Nem tão longe e nem tão perto. 
    Na medida mais precisa que eu puder. 
    Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, 
    Da maneira mais discreta que eu souber. 
    Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. 
    Sem forçar tua vontade. 
    Sem falar, quando for hora de calar. 
    E sem calar, quando for hora de falar. 
    Nem ausente, nem presente por demais. 
    Simplesmente, calmamente, ser-te paz. 
    É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender! 
    E por isso eu te suplico paciência. 
    Vou encher este teu rosto de lembranças, 
    Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
    Fernando Pessoa

    Um domingo de paz e amor junto aos seus!
    abraço

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