28.2.10

Passados

Não te esqueças de me visitar.

Traz-me as fotografias e aquele poema que me escreveste quando o nosso amor ainda era o que de mais magnífico acontecera nas nossas vidas e no mundo.

Havemos de nos sentar nas mesmas cadeiras como se fossem as mesmas manhãs de domingo. Havemos de olhar os mesmos telhados, divagar sobre a eternidade dos gestos e jurar comovidamente que as nossas almas se tocaram de uma maneira única e inesquecível.

Eu hei-de esconder-te a minha interminável solidão e tu hás-de demonstrar-me, muito inocentemente, nas tuas palavras tão cheias de vida e de juventude, como a morte nos descobre mesmo nos lugares mais altos.

Gil T. Sousa

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5 comentários:

  1. [hoje é dia de poemas de amor... por acidente, talvez!]

    um imenso abraço,

    Leonardo B.

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  2. Caramba...que descrição!! Muito bom mesmo...muito bem feito, ótima cena...desejável!!

    Gostei!

    Rafael

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  3. Uma delicadeza de texto, Helena!

    Sempre admiro seu bom gosto...

    Bjs.

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  4. hermosa lírica, muy bella poesía. me encanto.
    besos

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"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

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