7.2.10

Extra muros

À tarde de ontem!... Longe da cidade,
Eu a esperava à porta do passeio:
Quando vi ir chegando um carro: — há de,
Pensava ser o carro em que ela veio.

Não era. — Então ficava em novo enleio:
Cada momento era uma eternidade;
E entre a esperança, a dúvida, o receio,
Que inquietação, que angústia, que ansiedade!

Mas de repente o rápido ginete
Estaca, o faéton para as longas crinas
Sacode o pônei fino e cor de leite:

Sai à deusa: o sol ri, e das colinas
Rola-lhe aos pés a luz, como um tapete
Quando ela esgarça na ponta das botinas...

Luís Delfino

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3 comentários:

  1. Ahhh não é fácil... Realmente, não é!
    "Como é que podemos administrar tanta beleza?"
    Nossa!! Não é fácil! Tanto sentimento, tanta grandeza, até em tristes momentos.Linndo demais...
    Helena, vou ficando emocionada e tristinha por aqui.
    Beijos com muito carinho
    Glória

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  2. Minha querida,

    Belíssimo poema de Luis Delfino!

    Boa semana!

    Beijos.

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  3. un desespero y un final tremendamente poético.

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