13.1.10

Se eu morrer de manhã

Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.

Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.

Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
- o único que sei.

Talvez um pássaro me estenda a asa
que não saber voar
foi sempre a minha lei.

Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.

Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
pois não estar é da morte quanto sei.

Rosa Lobato Faria

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5 comentários:

  1. debe ser muy poético morir en esas horas.

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  2. li este poema lindo ouvindo love for sale,da sempre musa billie holiday...

    e fiquei um bocado triste e melancólica com a poesia deste momento....

    como disse a colega de cima,deve ser muito poético morrer essas horas...


    beijo^^

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  3. No sé si sea poético morir, prefiero la vida, pero todos tarde o temprano, llegaremos a ese instante, y ojalá sea como lo descrito en el poema.
    Besitos.

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  4. Olá Helena,
    È de facto um lindo poema, mas triste...Conheço bem esta poeta, que também é actriz, com uma personalidade bem marcada.
    Venho retribuir o teu beijinho carinhoso,
    Manuela

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  5. Maravilhoso!!!
    amo a Rosa Lobato
    e nem conhecia esse poema
    a foto da Ann Savage é um pecado de tão linda!!!
    £una

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