31.1.10

Poente branco

Andei pintando poesia nas palavras
Fingindo o tempo em sonhos impossíveis
Inventando premências sem sentido
Convivendo ausências
Medindo o porvir

Andei desperdiçando o rosto nas esperas
Sentindo o mundo em vazios inesquecíveis
Andei passando o sol despercebido
Bebi auroras
Embriaguei meus céus

Agora, traçam-me as letras tardiamente
Sonham-me versos tristes nos papéis
Tornei-me o silêncio da página vazia
O gesto sem toque,
O sentido sem forma

Pesa-me a inanidade branca do poente.

Lília Chaves

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Um comentário:

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...