1.12.09

Cais

Vai ficando deserto o cais antigo.
Partem os barcos, parte a marinhagem,
ora rumando ao sol de novo abrigo,
ora fazendo a derradeira viagem.

Já não se escuta o apitar amigo,
aviso de chegada ou de passagem,
e no abandono o cais guarda consigo
apenas sombras na feral paisagem.

Tudo vai silenciando, e silencia
também o mar, que outrora estremecia
carregando recados de emoção.

Barcos desertos. . . barcos em pedaços. . .
Ausências, e amarguras, e fracassos . . .
Quem não tem cais assim no coração?!

Graciette Salmon

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Um comentário:

  1. Linda escolha! Quem de nós não tem espaços que ficaram vazios, insubstituíveis...
    beijo

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