14.12.09

Auto-retrato

Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.

Natália Correia

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4 comentários:

  1. Hola,
    Que bonito y dulce blog que el tuyo.
    Un saludo,
    Serge

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  2. Tem mimo p/ todos meus amigos aki no blog......Venha buscar.

    Beijos.........M@ria

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  3. Cuando visito tu sitio "je vois la vie en rose" :-)
    Muy bonita canción.
    Un abrazo.
    Serge

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  4. excelente escrito, fluye la poesía.
    un beso

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