30.9.09

A porta aberta está.
Rubro é o vestido...

Cantá-la, como poderei?

Mas canta por mim,
Canta manhã, verdura
Dos campos canta
Que nem tenho voz!

Ouço os seus olhos me contarem:
- Dormi, sonhei, morri, quem sabe!
Que mistério esta noite, meu amor!

Penso num vago luar, penso na estrela
Na andorinha do céu avoando, avoando.
Adeus – Julieta – vou fugir daqui!

Augusto Frederico Schmidt

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